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O joelho valgo é popularmente conhecido como o famoso "joelho em X". Nessa condição clínica, os membros do paciente se tocam o tempo todo, enquanto os calcanhares e os tornozelos permanecem totalmente afastados. O ortopedista especialista em joelho e traumatologia esportiva do hospital Albert Einstein e da Rede D'Or, Dr. Marcos Cortelazo, explica as consequências. "Essa condição pode afetar tanto crianças quanto adultos", alerta o especialista. A doença sempre exige acompanhamento médico adequado.
◇Principais causas e agravantes
O fator genético é uma das principais causas do problema estrutural. Algumas pessoas nascem com uma grande predisposição para esse desalinhamento. Porém, a fraqueza muscular no quadril e nas coxas agrava o quadro. O excesso de peso aumenta bastante a pressão sobre as articulações. Doenças ósseas severas, como o raquitismo, também favorecem o desenvolvimento do problema.
◇Dores crônicas e desgaste articular
O desalinhamento sobrecarrega estruturas vitais, como ligamentos e os meniscos. "A condição pode impactar a qualidade de vida, favorecendo a dor crônica", completa o médico. O aumento contínuo da pressão local causa um forte desgaste precoce. "Como acelera o desgaste da cartilagem, favorece o desenvolvimento de artrose", diz o especialista.
O paciente costuma sentir muita dificuldade ao fazer caminhadas prolongadas diárias. Esportes de alto impacto também se tornam grandes desafios.
◇Tratamentos conservadores e cirurgia
O tratamento médico inicial foca na redução da dor diária. A fisioterapia fortalece bastante os músculos das pernas e do quadril. O uso de palmilhas ortopédicas distribui melhor o peso corporal. Reduzir o peso na balança ajuda a diminuir a sobrecarga geral.
Para casos muito graves, a cirurgia ortopédica é a grande solução. "Na cirurgia, o osso é cortado, reposicionado e fixado com material cirúrgico", explica o especialista. Busque a ajuda de um ortopedista para proteger a sua mobilidade hoje.
◇Final Thoughts
O joelho valgo é uma condição que pode afetar significativamente a qualidade de vida, especialmente quando não tratada adequadamente. Desde a infância até a vida adulta, o acompanhamento médico é essencial para avaliar a evolução do quadro e indicar o melhor tratamento. Com opções que vão desde fisioterapia e mudanças no estilo de vida até intervenções cirúrgicas, é possível aliviar a dor, melhorar a função articular e prevenir complicações futuras. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são os maiores aliados para preservar a mobilidade e o bem-estar.
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